A cirurgia plástica do nariz tem apresentado constantes avanços técnicos nas últimas décadas, motivados por novos conceitos, afinal não há mais espaço para resultados artificiais; pois o que se busca hoje é um padrão natural, sem prejuízo da função nasal, valorizando a harmonia facial e sem discrepância racial. Acompanhando, a tendência atual da medicina, em que os procedimentos tendem a ser cada vez menos invasivos, a rinoplastia moderna visa esculpir e modelar o nariz, tratando suas deformidades, pela redução das estruturas osteo-cartilaginosas (rinoplastia de redução) ou pela inclusão de enxertos osteo-cartilaginosos (rinoplastia de aumento).
Outra tendência atual é o surgimento de especialistas que associem o conhecimento estetico e funcional do nariz , em prol de uma cirurgia mais segura, tratando o nariz como uma unidade estético-funcional, uma vez que a forma faz a função. Por isso podemos concluir que ao alterarmos a forma poderemos estar melhorando a função ou causando uma disfunção.
A cirurgia plástica no nariz pode ter vários objetivos:
- ESTÉTICO, visa corrigir assimetrias, desarmonias e defeitos que desagradem ao paciente;
- FUNCIONAL, para tratar problemas que repercutem na respiração;
- RECONSTRUTOR, após traumatismos nasais, cirurgias mutilantes ou para corrigir deformidades genéticas.
Uma rinoplastia é dita primária, quando trata-se de uma primeira abordagem cirúrgica. Caso hajam outras, denomina-se Rinoplastia secundária ou de Rinoplastia revisional.
Em relação a insatisfação estética, não podemos minimizar os terríveis estigmas que podem marcar limitar a vida de um paciente, especialmente na adolescência. O nariz que ocupa uma posição estratégica no rosto, não pode ser escondido ou mascarado por maquilagens; deixando evidente uma desarmonia facial. Assim, o paciente percebe algo errado, quando o seu nariz , que deveria passar mais despercebido, rouba a cena e torna-se o ponto mais evidente do rosto, sendo motivo de constrangimentos, de gracejos e apelidos.
Existem duas possibilidades de abordagem cirúrgica: Um acesso intranasal, que esconde a cicatriz internamente (rinoplastia fechada) e um acesso externo que permite uma melhor visualização das estruturas endonasais (rinoplastia aberta).